Diário de Bordo - dia 1 - A continuação;

Quando chegamos em Miami, fizemos a Imigração e Ok. Tudo bem.

Agora chegou a hora de pegarmos a mala AND o carro. Acontece que aí estava um impasse. Porque alugamos um carro enorme, mas porque o meu querido marido tinha segundas intenções, no caso ele queria pegar o valor e trocar e ficar doce, doce, doce, ou seja, na tradução literal da palavra. Ele queria pegar o valor do nosso carro e pegar um Camaro AMARELO. Só que nem MORTA eu ando num Camaro, ainda mais Amarelo, pelo amor né gente ?!

Nada contra quem tem Camaro ok ?! Só que com a música e tal, acho que ficou meio assim, sabe como é, enfim, prefiro não comentar sobre o assunto, só me recuso falar sobre o assunto. Então começou o problema. Ele queria o Camaro Amarelo. Eu não queria nem amarelo, nem azul, nem vermelho, nem do arco íris. Eu queria o carro que tínhamos alugado mesmo e pronto acabou. E ele me dizia que o carro era muito grande, que era um carro para 8 pessoas e blá, blá, bla. E eu dizia, tudo bem eu deito lá e vou dormindo e blá, blá, blá.

Só que neste interim, havia um detalhe. Nosso agente de viagens fez a reserva no meu nome, só que como eu não dirijo nem levei minha carta e como os meus cartões tem uma cotação melhor do dólar só levamos os meus. Ano passado também fizemos isso E não tivemos problema nenhum.

Chegou lá na Álamo eis que a reserva não podia ser no meu nome com habilitação dele, mesmo que eu tenha pago um motorista adicional, mesmo que eu tenha pago todos os seguros. NÃO PODE E PRONTO ACABOU, SEM CONVERSA. Muito bom, TUDO PARA AJUDAR. Uma hora da manhã, eu nada cansada de bom humor bem grande, sem fome, não querendo dormir e ainda tendo que ficar discutindo entre ficar doce ou ficar azedo.

O fim da picada.

Então, na hora de pagar aquele valor eis que também não pode ser no meu cartão e também não pode ser em Travel Cheque e também não pode ser no meu VTM. Eu já estava querendo mandar eles enfiarem a reserva bem dentro do tanque do carro. Mas o meu marido, muito gentil e educado, ainda tentava uma negociação.

Eis então que meu querido marido resolve ver os carros  e propõe que eu vá junto. Mas nem que você me leve no colo. Então ele fica bem feliz comigo, porque além de ele levar as 4 malas para ver se caberia no porta malas do carro doce amarelo dele, eu ainda não fui junto. Então ok. Sentei no chão (sim, pessoas, creiam, eu fiz isso, SIM, eu faço essas coisas) e fiquei lá esperando, esperando, esperando, esperando.
E ele volta com um sorriso do tamanho da cara dele. GZUIS penso eu. Esse homem deve ter arrumado o tal Camaro. Eu vou a pé, já fico calculando o preço do táxi, do ônibus e de tudo mais que vcs imaginam...

E ele me fala : NÊ não cabe no Camaro. (amém, Deus é mais, glorifica igreja, pensei. Sempre vejo o moço da Mundial falando isso, então fiz o mesmo, queria agradecer e fiz isso com muito fervor na minha cabeça, mesmo, se pudesse ficaria de joelho neste momento. Minha relação com Deus é intensa) Mas (aí quando veio o mais...) Tem um Dodge Challenger preto, sabe, aquele igual do Toreto (Vin Diesel em Velozes e Furiosos) sim Nego eu sei, mas eu não gosto, acho pequeno e... É então, eu sabia que você ia dizer isso. Foi por isso que eu escolhi um Mercedes... PUFT na minha cara.

Volta pro balcão e eu pensei bom, como eles dificultaram tudo até agora, não vai rolar. Doce engano né ?! Bom, vcs terão de pagar X a mais (ai meu peito, assaltada na minha cara e nem ficam com vergonha.), porém (sempre tem um porém) só em dinheiro ( a essa altura, como eu teria aquele valor em dinheiro), pensei que meu querido iria desistir. SÓ QUE NÃO MINHA GENTE. NAAAAAAÃO. O homem estava decidido. Vocês leram o que escrevi sobre andar no aeroporto da Colombia ? Vocês já viram o aeroporto de Miami ? Acho que Levy Fidelix tirou o sonho do aerotrem dali, minha gente pensa num aeroporto grande. Pensa em quantos caixas eletrônicos EU tive de ir, quantos minhas queridas colegas de blog ?
Eu andei, mais andei, que se a minha perna ficasse fina pelo tanto que eu andei nessa noite, voltaria ao balcão só um taco de bilhar.

Voltamos lá e...o moço que nos atendeu havia ido embora. E agora estava uma moça bem querida. Só que ela não queria fazer nada. Então eu disse, minha querida, eu estou há 23 horas de aeroporto em aeroporto, eu atravessei essa tranqueira pq eu tenho 3 formas de pagamento que vcs não quiseram aceitar por conta de um nome diferente, seu gerente quando eu disse que faria um upgrade aceitou então por favor, seja gentil conosco e confirme com ele. Estou cansada, quero ir embora. E misteriosamente, problema resolvido. Como tudo na América, nada que alguns Obamas e muita burocracia não resolva. Tudo certinho e confirmado. Fomos para garagem pegar o carro do mocinho.

Esse é o Alfred.

E lá fomos nós pelas ruas de Miami. Rumo a Miami Beach.

Eu estava de co piloto. Desta vez esqueci meu óculos, cansada e a noite. Meu senso de direção é fantástico. Será que nos perdemos ? Sim ou é claro ? Evidente que sim né gente ?! Mas o que é um peido para quem está cagado ?

Foi bom que fomos já dando um rolê por Miami. Vendo os carrões a galera feliz e animada.

Só um detalhe que nos chamou a atenção. A cidade tinha muita polícia, muita, muita. tudo fechado, cheio daquelas grades. Políciais armados até os dentes com armas que só tinha visto no videogame. Achei que havia acontecido algo, algum ataque, porque foi logo após os problemas em Boston e fiquei com medo, queria chegar no hotel logo. Tenho medo desse povo louco. Mas depois soubemos que era um evento.

Eu fiquei meio chocada, as meninas andando pelas ruas e do nada levantam a blusa e mostram os peitos. A galera que vê bate palma, como se fosse um show. Se ainda fosse um seio siliconado e tal. Mas alguns só tinha a biqueta e enfim, não entendo qual a graça de ficar se expondo na rua, mas cada um com seus problemas. Mateus veio me perguntar pq as moças ficavam agindo desta forma, não achei legal isso.
Meninas bebadas ao ponto de serem carregadas pelo povo na rua, feio.

Estamos no Subway pra comer, do nada entra um maluco sem camisa de bermuda e descalço, penso Meu Deus, é um assalto, socorro. Que nada. Ele tava noiado, mas foi lá pedir um lanche. Em seguida, entra a garota dele, de biquini, descalça, descabelada. As tres da manha. UHUUUUU. É Miami Beach. Só que não, não curti isso não. Acho que passei dessa fase. Então, feriados prolongados ou festas universitárias não é uma época muito legal para estar na rua tarde.

Você acha que as meninas daqui se vestem com roupas de piriguetes ? Curtas ? Já saiu a noite em Miami ? Exprimenta então e depois me diga o que é curta ou exagerada. E tem mais. Elas gostam tá meu bem, gostam que tirem fotos e etc...Ou seja, o mundo está mesmo perdido. Mateus crescer e dizer : Mamãe quero ir pra Miami, mas nem .....

Bom, termino por aqui essa chegada conturbada e bagunçada, logo eu venho com o primeiro dia de verdade. Recheado de fotos do primeiro dia de verdade.
Fotos lindas de viver.

Beijos

Gisele

Diário de Bordo - Dia 1 - 2013

Nosso voo partia de madrugada e fazia escala e Bogota, desta vez escolhemos ir pela Avianca. Pegamos uma excelente promoção e nos jogamos. Já que desta vez o roteiro incluia duas cidades a mais e um mês novamente, resolvemos tentar.

Saimos de casa as cinco da manhã. Eu acordo super feliz, animada e de bom humor.

Não pegamos trânsito algum e em 40 minutos chegamos ao aeroporto internacional de Guarulhos. Resolvemos já fazer o check in porque a fila estava muito grande, porém ao imbicarmos na fila, a funcionária logo nos colocou na fila prioritária pois o Mateus estava dormindo.

Nossa, que prestativa eu pensei. Isso já deveria ser para compensar o que nos esperava.

Quando compramos as passagens a escala era de 4 horas. Depois nos ligaram reduzindo para uma hora. Depois mandaram um email confirmando essa redução para uma hora e ficou assim. Nada mais foi avisado.

Seguimos para Bogotá super felizes e fomos bem atendido durante o voo, não tivemos nenhum tipo de problema. Entretenimento bom, tela individual, filmes novos, refeição boa, nada a reclamar.

Chegamos em Bogotá e...

O inferno começa, porque depois de passarmos pela parte de revista, os funcionários apenas nos diziam que o nosso voo estava com um pequeno atraso e devíamos aguardar informação. Porém ninguém sabia de nada. No painel nosso voo aparecia sem informação, sem confirmação. Apenas os passageiros colombianos recebiam suporte por parte da empresa.
Haviam brasileiros no aeroporto já sem voo desde as seis da manhã e ainda sem previsão de embarque. Isso era por volta do meio dia...Haviam duas meninas que estavam em desespero já, pois perderiam o ônibus e o avião que haviam contratado e a empresa dizia apenas que não podia fazer nada. Como assim ? Elas estavam lá desde as seis da manhã.

E aí da uma da tarde, da duas da tarde e nada. Começamos a ficar com fome. Começo a ficar nervosa. Pois além de tudo os funcionários eram grossos conosco. Eu sou muito educada. Porém costumo dizer que sou um espelho, ou seja, reflito o que recebo. Aí meu sangue já subiu e comecei a causar. Comecei mesmo.
Aí acho que eles viram que ia ficar feio o negócio e pediram para que fossémos tomar um lanche por conta deles e quando voltássemos haveria uma solução.

E lá fomos nós.

Ao chegar a lanchonete, eles já tinham uma lista com nosso nome e de todos os outros passageiros. Que bonito né ?!

A fome era o menor dos nossos problemas naquele momento, mas resolvemos comer para ver se dava uma desacelerada no stress.

Quando voltamos, pediram que nos dirigíssemos ao portão 44. Estávamos no 42. Pegamos tudo e lá fomos nós. Só que o aeroporto é grande. Estávamos cansados. Saimos de casa as 4 da manhã; O Zé estava sem dormir, havia trabalhado na noite anterior, ou seja, estava direto.
Chegando no portão, pediram que aguardassemos...as 16 horas. Pediram que retornassemos ao portão 42.
As 16:30 disseram que o nosso voo partiria em 15 minutos do portao 47 que fica embaixo só que do outro lado e todo mundo deveria sair correndo. Imagina todo mundo com criança, com mala, com tudo, saindo correndo pelo aeroporto ? Todo mundo mesmo...
Todo mundo que estava no voo, parecendo que haviam aberto a jaula, correndo feito uns loucos.
As 17:15 nos informaram novamente que devíamos voltar ao portão 42.


Até a hora da corrida, ainda existia um pingo de bom humor. Um pingo de qualquer coisa. Aí você me pergunta : Ué, mas você não comprou com escala de 4 horas ? Sim. Porém quando eles me ligaram, mandaram email e o caramba a 4. Eu mudei tudo, carro, hotel, TUDO para uma diária a mais...Enfim, lição aprendida, uma empresa só é boa até você ter um problema. Ou dentro do seu país, porque dentro do Brasil fomos extremamente bem atendidos.

12 horas depois do embarque inicial já não existia mais nada. A minha vontade era de gritar, chorar, sei lá o que. Mas eu estava tão nervosa, que o pouco que eu sei de espanhol, não saia nada. Eu falava em português mesmo. Até que...conhecemos o Gustavo. Um Colombiano. E ele foi quem começou a ir lá colocar um tumulto por nós e por outras 3 brasileiras, aquelas que estavam desde as 6 da manhã, sim. Detalhe : elas embarcaram a meia noite, estavam desde as 6 da manhã na Colombia,  se nós estávamos cansados, imagina elas. E o pior, elas nem tinham onde ficar em Miami.

Eu simplesmente sentei no chão, abracei meus joelhos e desisti. Ficava falando sozinha, xingava o espaço. Brigava com o vazio. E não havia jeito, tinha de esperar. Quando as 19 horas começou o embarque. E pasmem. Ainda assim, eu, marido e Mateus. Fomos os primeiros a embarcar. Como ? Nem eu sei.
Mistério.


Nesta foto, já dentro do avião, meu olho já quase nem ficava aberto mais. Eu só queria dormir...E chegar, chegar logo. Era tudo o que eu mais queria. E finalmente, depois de 14 horas após o nosso embarque em São Paulo, conseguimos embarcar rumo a Miami.

Eu bati muitas palmas e disse Viva o povo Brasileiro, o povo mais mal educado do mundo. Afinal, tinha de honrar a natureza. Muitos passageiros acompanharam, outros tantos devem ter me xingado, mas em pensamento, porque ninguém falou nada.

E posso dizer que chegamos em Miami...Já bem tarde, mas isso eu conto no próximo post.

Beijinhos.

Gisele