Diário de Bordo - Dia 1 - 2013

Nosso voo partia de madrugada e fazia escala e Bogota, desta vez escolhemos ir pela Avianca. Pegamos uma excelente promoção e nos jogamos. Já que desta vez o roteiro incluia duas cidades a mais e um mês novamente, resolvemos tentar.

Saimos de casa as cinco da manhã. Eu acordo super feliz, animada e de bom humor.

Não pegamos trânsito algum e em 40 minutos chegamos ao aeroporto internacional de Guarulhos. Resolvemos já fazer o check in porque a fila estava muito grande, porém ao imbicarmos na fila, a funcionária logo nos colocou na fila prioritária pois o Mateus estava dormindo.

Nossa, que prestativa eu pensei. Isso já deveria ser para compensar o que nos esperava.

Quando compramos as passagens a escala era de 4 horas. Depois nos ligaram reduzindo para uma hora. Depois mandaram um email confirmando essa redução para uma hora e ficou assim. Nada mais foi avisado.

Seguimos para Bogotá super felizes e fomos bem atendido durante o voo, não tivemos nenhum tipo de problema. Entretenimento bom, tela individual, filmes novos, refeição boa, nada a reclamar.

Chegamos em Bogotá e...

O inferno começa, porque depois de passarmos pela parte de revista, os funcionários apenas nos diziam que o nosso voo estava com um pequeno atraso e devíamos aguardar informação. Porém ninguém sabia de nada. No painel nosso voo aparecia sem informação, sem confirmação. Apenas os passageiros colombianos recebiam suporte por parte da empresa.
Haviam brasileiros no aeroporto já sem voo desde as seis da manhã e ainda sem previsão de embarque. Isso era por volta do meio dia...Haviam duas meninas que estavam em desespero já, pois perderiam o ônibus e o avião que haviam contratado e a empresa dizia apenas que não podia fazer nada. Como assim ? Elas estavam lá desde as seis da manhã.

E aí da uma da tarde, da duas da tarde e nada. Começamos a ficar com fome. Começo a ficar nervosa. Pois além de tudo os funcionários eram grossos conosco. Eu sou muito educada. Porém costumo dizer que sou um espelho, ou seja, reflito o que recebo. Aí meu sangue já subiu e comecei a causar. Comecei mesmo.
Aí acho que eles viram que ia ficar feio o negócio e pediram para que fossémos tomar um lanche por conta deles e quando voltássemos haveria uma solução.

E lá fomos nós.

Ao chegar a lanchonete, eles já tinham uma lista com nosso nome e de todos os outros passageiros. Que bonito né ?!

A fome era o menor dos nossos problemas naquele momento, mas resolvemos comer para ver se dava uma desacelerada no stress.

Quando voltamos, pediram que nos dirigíssemos ao portão 44. Estávamos no 42. Pegamos tudo e lá fomos nós. Só que o aeroporto é grande. Estávamos cansados. Saimos de casa as 4 da manhã; O Zé estava sem dormir, havia trabalhado na noite anterior, ou seja, estava direto.
Chegando no portão, pediram que aguardassemos...as 16 horas. Pediram que retornassemos ao portão 42.
As 16:30 disseram que o nosso voo partiria em 15 minutos do portao 47 que fica embaixo só que do outro lado e todo mundo deveria sair correndo. Imagina todo mundo com criança, com mala, com tudo, saindo correndo pelo aeroporto ? Todo mundo mesmo...
Todo mundo que estava no voo, parecendo que haviam aberto a jaula, correndo feito uns loucos.
As 17:15 nos informaram novamente que devíamos voltar ao portão 42.


Até a hora da corrida, ainda existia um pingo de bom humor. Um pingo de qualquer coisa. Aí você me pergunta : Ué, mas você não comprou com escala de 4 horas ? Sim. Porém quando eles me ligaram, mandaram email e o caramba a 4. Eu mudei tudo, carro, hotel, TUDO para uma diária a mais...Enfim, lição aprendida, uma empresa só é boa até você ter um problema. Ou dentro do seu país, porque dentro do Brasil fomos extremamente bem atendidos.

12 horas depois do embarque inicial já não existia mais nada. A minha vontade era de gritar, chorar, sei lá o que. Mas eu estava tão nervosa, que o pouco que eu sei de espanhol, não saia nada. Eu falava em português mesmo. Até que...conhecemos o Gustavo. Um Colombiano. E ele foi quem começou a ir lá colocar um tumulto por nós e por outras 3 brasileiras, aquelas que estavam desde as 6 da manhã, sim. Detalhe : elas embarcaram a meia noite, estavam desde as 6 da manhã na Colombia,  se nós estávamos cansados, imagina elas. E o pior, elas nem tinham onde ficar em Miami.

Eu simplesmente sentei no chão, abracei meus joelhos e desisti. Ficava falando sozinha, xingava o espaço. Brigava com o vazio. E não havia jeito, tinha de esperar. Quando as 19 horas começou o embarque. E pasmem. Ainda assim, eu, marido e Mateus. Fomos os primeiros a embarcar. Como ? Nem eu sei.
Mistério.


Nesta foto, já dentro do avião, meu olho já quase nem ficava aberto mais. Eu só queria dormir...E chegar, chegar logo. Era tudo o que eu mais queria. E finalmente, depois de 14 horas após o nosso embarque em São Paulo, conseguimos embarcar rumo a Miami.

Eu bati muitas palmas e disse Viva o povo Brasileiro, o povo mais mal educado do mundo. Afinal, tinha de honrar a natureza. Muitos passageiros acompanharam, outros tantos devem ter me xingado, mas em pensamento, porque ninguém falou nada.

E posso dizer que chegamos em Miami...Já bem tarde, mas isso eu conto no próximo post.

Beijinhos.

Gisele 

Nenhum comentário, comente!

Postar um comentário